Preservar não significa deixar de fazer e sim fazer certo mantendo o equilíbrio da natureza.

Aprendemos cedo a conhecer, a amar e a respeitar a natureza porque convivemos com ela diariamente e dela tiramos nosso sustento; por isso, pelo futuro do planeta e de nossos filhos nos alegramos em ajudar a preservá-la.

Na natureza uma árvore nasce, cresce, fortifica-se, torna-se adulta e dela caem as sementes que geram novas arvorezinhas ao seu redor. A árvore adulta é mais alta, mais frondosa e faz sombra às pequenas que vão se desenvolvendo lentamente até o momento em que a árvore mãe, já muito envelhecida, morre e se decompõe enriquecendo o solo com seus nutrientes; assim, as árvores filhas crescem fortes na terra fertilizada e sob a luz sol dando continuidade ao perene ciclo da vida nas florestas.

Do ponto de vista financeiro, quando uma árvore adulta é extraída gera trabalho para muitas pessoas que participam da cadeia produtiva de extração, transporte, industrialização e comercialização de madeira e, ainda, conforto aos consumidores dos produtos dela derivados como casas, assoalhos, portas, janelas, móveis, papel e tantas outras coisas presentes em nosso dia a dia. Exatamente o oposto ocorre com a derrubada de árvores menores, pois o aproveitamento de madeira é pequeno, os produtos que delas provêm são pouco comerciáveis e derrubá-las acarreta grandes prejuízos à natureza, aos empresários, aos comerciantes e aos consumidores responsáveis.

Sempre que o IBAMA autoriza o corte de uma árvore adulta, ele é condicionado ao reflorestamento e há árvores que mesmo adultas e comerciáveis têm seu corte proibido em benefício da continuidade das espécies e das matas. Conforme a lei, não pode haver extração sem reflorestamento e para cada metro cúbico de madeira serrada é necessário plantar oito novas árvores. Normalmente uma árvore adulta tem mais ou menos 10m³ de madeira, o que implica numa reposição de 80m³ de floresta. Além da obrigatoriedade do reflorestamento, o IBAMA recebe um tributo por cada árvore abatida. Derrubar e circular legalmente com madeira exige uma guia de autorização fornecida pelo IBAMA mediante o pagamento dessa taxa. A quantia arrecadada destina-se à compra de novas áreas de reservas e parques florestais e à preservação dos já existentes como os de Foz do Iguaçu, das Emas, da Chapada Diamantina, da Chapada dos Guimarães, dos Veadeiros e outros. Por conseguinte, é a importância paga por pessoas que comercializam madeira legalmente, e comprometidas com a preservação do meio-ambiente, que possibilita a criação e a manutenção dos parques e reservas nacionais.

É fundamental entender que há uma lógica e um momento certo para a derrubada de árvores e quando respeitados o corte de madeira não acarreta prejuízos à natureza, mas coopera com a preservação e a continuidade da vida nas florestas.